Fernando Meirelles
Fernando Meirelles, nasceu em São Paulo, em 11 de setembro de 1955. É um cineasta brasileiro que ganhou notoriedade internacional pela direção do longa-metragem Cidade de Deus em 2002. Também é reconhecido pela direção de The Constant Gardener, de 2005 e da versão cinematográfica do romance Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, intitulado Blindness. É um dos poucos brasileiros que têm direito de votar no Óscar.
Seu pai é médico gastroenterologista e viajava com razoável freqüência para a Ásia e a América do Norte, entre outras regiões do mundo, o que fez com que Fernando Meirelles mantivesse contato com diferentes culturas e locais, acompanhando o pai. Aos 12 anos de idade, foi presenteado com uma câmera de filmar, e esse passatempo nunca mais foi abandonado.
Cursou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo durante a década de 1980. Elaborou seu trabalho de graduação na forma de um filme, diferentemente dos tradicionais projetos preparados por outros graduandos: viajou ao Japão e comprou um equipamento de vídeo profissional para preparar o trabalho. Apresentou-o e recebeu a nota mínima para graduar-se.
Junto com quatro amigos (Paulo Morelli, Marcelo Machado, Dário Vizeu e Beto Salatini), Meirelles iniciou sua carreira com filmes experimentais. Com o tempo, fundaram uma produtora independente, Olhar Eletrônico. Posteriormente, novos amigos se uniram ao grupo: Renato Barbiere, Agilson Araújo, Toniko e Marcelo Tas. Em 1982 a produtora levou ao ar programas de televisão sobre atualidades, assim como a série infantil Rá-Tim-Bum, com 180 episódios. Além de obterem uma alta popularidade, também introduziram nos noticiários uma informalidade humorística renovadora[carece de fontes?].
Nos fins da década de 1980, foi-se interessando cada vez mais pelo mercado publicitário. Em 1990, Meirelles e amigos fecharam a “Olhar Eletrônico”, abrindo uma empresa de propaganda, a O2 Filmes. Uma década foi o suficiente para que Meirelles se tornasse um importante e dos mais procurados produtores[carece de fontes?] publicitários.
Em 1997, Meirelles leu o livro Cidade de Deus, de Paulo Lins. Ele tomou a decisão de adaptá-lo ao cinema, o que se concretizou em 2002, e decidiu que os atores que participariam seriam selecionados entre os habitantes das favelas. Numa etapa final, de 400 crianças, chegaram a 200, com quem trabalharam para a produção final do filme. A filmagem foi feita com técnicos profissionais. O filme teve sucesso nacional e internacional. Em 2004, concorreu ao Oscar de melhor diretor com esse filme, mas não foi premiado.
Em 2004, no Festival de Cannes, recebeu quatro nomeações: Melhor Realizador (Fernando Meirelles) - Melhor Argumento Adaptado - Melhor Fotografia - Melhor Montagem Como diretor do filme O Jardineiro Fiel, Meirelles fez questão de que a trilha sonora fosse baseada na música de países africanos, e grande parte das filmagens foi feita no Quênia. Esse foi o primeiro filme de Meirelles em língua inglesa.
Em maio de 2008, Blindness foi o filme de abertura do Festival de Cannes.
Filmografia
2008 - Blindness (Ensaio Sobre a Cegueira)
2005 - The Constant Gardener (O Jardineiro Fiel)
2002 - Cidade de Deus
2001 - Domésticas
2001 - Palace II (curta-metragem)
1998 - Menino Maluquinho 2 - A Aventura
1998 - E No Meio Passa um Trem (curta-metragem)
1983 - Garotos do Subúrbio (curta-metragem)
1983 - Brasília (curta-metragem)
Prémios e nomeações
Recebeu uma nomeação ao Oscar de Melhor Realizador, por "Cidade de Deus" (2002).
Recebeu uma nomeação ao Globo de Ouro de Melhor Realizador, por "O Jardineiro Fiel" (2005).
Recebeu uma nomeação ao BAFTA de Melhor Realizador, por "O Jardineiro Fiel" (2005).
Recebeu uma nomeação ao BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro, por "Cidade de Deus" (2002).
Recebeu uma nomeação ao Independent Spirit Awards de Melhor Filme Estrangeiro, por "Cidade de Deus" (2002).
Recebeu duas nomeações ao Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Realizador, por "Domésticas" (2001) e "Cidade de Deus" (2002). Venceu em 2002.
Recebeu uma nomeação ao Grande Prémio Cinema Brasil de Melhor Argumento, por "Domésticas" (2001).
Recebeu uma nomeação ao Grande Prémio Cinema Brasil de Melhor Curta-Metragem, por "Palace II" (2001).
Ganhou o Prémio Panorama no Festival de Berlim, por "Palace II" (2001).
Ganhou o Prémio de Aquisição do Canal Brasil, no Festival de Brasília, por "Palace II" (2001).
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