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Frida Kahlo

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, nascida no dia 6 de julho de 1907 em Coyoacán – México. Suas obras, sempre muito fortes, fazendo com que muitos as vissem como Obras Surrealistas. “Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade”.

Biografia

Já aos seis anos de idade, Frida Kahlo, contraiu poliomielite, ficando com uma lesão no pé direito. “Frida pata de palo” (Frida perna de pau) foi o apelido que ganhou por conseqüência da doença. Ela passa a usar várias meias no pé direito e calças. Um tempo depois vieram as saias longas e exóticas, que é uma de suas marcas pessoais.

O acidente

Quando tinha 18 anos a tranvía (mistura de bonde com ônibus) que viajava chocou-se com um bonde. Em conseqüência da gravidade do acidente, no qual várias pessoas morreram, ela sofreu fraturas em três vértebras, fez várias cirurgias e passou muito tempo na cama.

Na época do acidente Frida namorava Alejandro Gómez Arias, casal que, precocemente, fazia estripulias sexuais. E de repente, ela se vê confinada a uma cama, a uma coleção de espartilhos e, posteriormente, a uma cadeira de rodas. E Alejandro, claro, a rejeitou! Os pais de Frida construíram um cavalete especial para que ela pudesse pintar (sem se levantar) junto a instalação de um espelho no dossel da cama, permitindo que fizesse seus primeiros auto-retratos. Por conta da fratura de pelve, Frida foi informada de que não poderia ter filhos de parto normal, e era recomendável, portanto que evitasse engravidar. O acidente também destruiu seu sonho de ser médica.

Primeiras obras

Ao contrário de muitos artistas, Kahlo não começou a pintar cedo. Embora o seu pai tivesse a pintura como um passatempo, Frida não estava interessada na arte como uma carreira. E foi durante sua convalescência que começou a pintar. Seus quadros representam fundamentalmente a sua experiência pessoal, em particular os aspectos dolorosos da sua vida que foi em grande parte passada na cama. É expressa a desintegração do seu corpo e o terrível sofrimento que padeceu em obras como "A coluna, 1944".

O casamento com Rivera

Diego Rivera, socialista, foi o pintor mexicano mais importante do século 20, defendia a arte acessível. A relação amorosa de Rivera e Frida foi muito confusa, os dois tiveram inúmeros casos, alguns tempestuosos, mas não conseguiam se afastar um do outro. Frida teve um romance com Trotski e Rivera um caso com Cristina (Irmã mais nova de Kahlo). Frida procurou, durante sua vida, conquistar a liberdade sexual, que Rivera sempre praticou. As liberdades que se permitiram, fariam corar até os mais liberais de hoje. Se divorciaram em 1939, mas casaram-se novamente em 1940.

Quando se casou com Frida, a família dela comparou a união ao casamento de um elefante com uma pomba - ele era imenso e 21 anos mais velho. Mesmo assim formaram o casal mais original da época.

Apesar dos numerosos affairs com outras mulheres, Diego ajudou Frida a revelar-se como artista. Em 1930, viaja com a esposa para os EUA, onde tinha trabalhos e exposições. Frida, mais mexicana do que nunca, chocava a todos com suas roupas, risos e gestos. Descobria-se uma forte e desejada mulher. De volta ao México Frida supera a dor da perda da mãe (que morrera de câncer) e um aborto (já não era a primeira vez que Frida perdia um bebê).

Em 1939 parte sozinha para Nova York, onde faz sua primeira exposição individual, na galeria de Julien Levy, e é sucesso de crítica. Em seguida, segue para Paris. Lá é hospitalizada com uma infecção renal, mas também entra no mundo da vanguarda artística dos surrealistas. Conhece Pablo Picasso, Wassily Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Éluard e Max Ernst. O museu do Louvre adquire um de seus auto-retratos.

Em 1942, Rivera e Kahlo começaram a dar aulas de arte em uma escola recém aberta na Cidade do México. Eles não foram personagens de uma história de amor romântica, onde a dedicação apenas de um para o outro é o principal ingrediente, mas tiveram uma rara interdependência positiva da relação entre homem e mulher, onde juntos cresciam e se tornavam muito maiores do que quando sós. O Encontro com Diego Rivera foi o segundo acidente trágico de Frida. (Palavras de Kahlo).

Saúde

Após tantos altos e baixos vividos, seu estado de saúde piorou, e o colete antes de gesso, foi substituído por um de ferro que impedia até a sua respiração. Em 1946 sua coluna precisou ser operada. Com fortes dores na perna direita, em 1950 é tratada no Hospital Inglês durante todo o ano. Mas continua pintando. Os médicos diagnosticam a amputação da perna e ela entra em depressão. Pinta suas últimas obras, como 'Natureza Morta (Viva a Vida)'. Em um ano (1950-1951), passa por sete operações na coluna, que infeccionam, graças ao colete de uso obrigatório. Em 2 julho de 1954 participa, em cadeira de rodas, da manifestação contra a intervenção americana na Guatemala.

Frida Kahlo viveu como Diego Rivera recomendou, um dia, a ela: 'Pega da vida tudo o que ela te der, seja o que for, sempre que te interesse e possa dar certo.' Ela costumava dizer que 'a tragédia é o mais ridículo que há' e 'nada vale mais do que a risada'. E na madrugada de 13 de julho de 1954, Frida, com 47 anos, foi encontrada morta em seu leito. Oficialmente, a morte foi causada por 'embolia pulmonar', mas há suspeita de suicídio.

No diário, deixou as últimas palavras: ' "Espero que la salida sea gozosa y espero nunca más volver." ('Espero alegre a minha partida - e espero não retornar nunca mais.

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