Uma bela história não se revela somente com brilho de flashes. Não importa se você vive sob a luz dos holofotes ou é apenas mais um rostinho na multidão. Se a senhorita veio ao mundo para gravar seu nome em alto relevo, vamos contar sua trajetória. Mulher da Semana é o espaço reservado a você que é top e que, a seu modo, brilha! Além de destaque no site, você também poderá participar dos programas da DELAS WEBRADIO; basta se candidatar ou indicar alguém. Mulheres VIPs, celebridades ou anônimas, o espaço é para todas. Escreva um e-mail para: contato@delaswebradio.com.br

Anita Malfatti

Anita Malfatti nasceu em São Paulo no dia 2 de dezembro de 1889. Não era de família aristocrata, porém não passava necessidades. Seu pai, Samuel Malfatti, italiano, era engenheiro. Sua mãe, Elisabete, de nacionalidade norte-americana, era pintora, desenhista, poliglota, possuidora de uma cultura de “cair o queixo”. Elizabeth cuidou pessoalmente da educação da filha.

Aos três anos de idade Anita foi levada pelos pais a Lucca, na Itália, na esperança de corrigir o defeito congênito no braço direito. Os resultados do tratamento médico não foram animadores. Em conversa com o médico, Elizabeth, soube que o braço da filha não adquiriu os movimentos naturais, como se esperava, e assim o caso era irreversível, achava conveniente que ela fosse treinada, desde cedo, a valer-se da mão esquerda para todas as atividades.

Voltando ao Brasil, teve a sua disposição Miss Browne, uma governanta alemã, que a ajudou no desenvolvimento do uso da mão esquerda.

Bem estruturada, Anita não encontrou dificuldades em passar pelo exame de seleção do Mackenzie College, onde fez a Escola Normal e se formou professora, aos 19 anos. Nem bem se formara e morre-lhe o pai, a quem tinha forte apego, e que era o arrimo da família. A partir daí, a mãe passou a dar aulas de idiomas e de pintura, enquanto que, para complementar o orçamento doméstico, Anita começou também a trabalhar como professora.

O TALENTO PARA A PINTURA

O tio e o padrinho, juntos, sensibilizados com o talento de Anita, conseguiram reunir (com dificuldades) uma quantia em dinheiro e patrocinaram uma viagem de estudos à Alemanha. Em setembro de 1910, Anita chegou a Berlim, com o período escolar em andamento, o que impossibilitava inscrever-se numa escola regular, passou a tomar aulas particulares no ateliê de Fritz Burger. Já no início do ano seguinte, pôde matricular-se na Academia Real de Belas-Artes.

Visitando uma exposição da Sounderbund (grupo de pesquisa), tomou contato com a arte dos rebeldes, desligados do academicismo ensinado nas escolas. Fascinada, aproximou-se do grupo e passou a ter aulas, primeiro com Lovis Corinth e depois com Bischoff-Culm, aprendendo pintura livre e a técnica da gravura em metal.

VOLTA AO BRASIL E SEGUE AOS ESTADOS UNIDOS

Retornou ao Brasil em 1914, viajando em seguida para os Estados Unidos, onde matriculou-se na Art Students League, uma associação desvinculada das academias, onde teve a liberdade de pintar o que desejasse, com toda a força própria de criação sem quaisquer limitações estéticas. Foi o período mais marcante de sua criação, no qual pintou O homem amarelo, Mulher de cabelos verdes, O japonês, e vários outros quadros. Anita sentiu-se preparada para retornar ao Brasil, mas não sabia se o Brasil estava preparado para ela.

Em 1916, ela retorna ao Brasil, para expor sua nova concepção de arte, voltada para o expressionismo, confiando nos comentários e palavras de incentivos de amigos, não hesitou em alocar um espaço do Mappin Stores onde 12 de dezembro de 1917, realizou uma única apresentação. “Ninguém poderia supor que Monteiro Lobato um pré-modernista, que sequer foi à exposição de Anita, disparasse contra a pintora artigos no jornal O Estado de São Paulo”, na verdade Lobato queria atingir os amigos da pintora (os modernistas) e tornou Anita seu alvo principal. Nem mesmo as palavras mais afáveis, ou menos agressivas, despejadas ao final do artigo, nem os elogios ao seu talento, foram suficientes para desfazer o estranho sobre Anita, que caiu em forte depressão, vivendo um período de desorientação, um sentimento que carregou para o resto da vida.

Passado um ano, Anita foi tomar aulas de natureza-morta, ocasião em que conheceu Tarsila do Amaral e teve inicio uma amizade.

Convidada pelos modernistas participa da Semana de Arte Moderna (1922). A nova exposição lhe garante uma bolsa de estudos, e ela muda-se para Paris, onde se encontrou com Tarsila, Oswaldo, Brecheret e Di Cavalcanti, voltou mais confiante, mas disposta a não se atirar a novas aventuras. Sua arte, a partir daí virou uma salada russa.

Já com idade madura, Anita mudou-se para uma chácara em Diadema (SP), onde faleceu em 06 de novembro de 1964, alienada do mundo, cuidando do jardim e vivendo seus próprios devaneios.

Veja fotos dela...

 

Outras mulheres

Cissa Guimarães

Zilda Arns Neumann

Sandra Bullock

Paloma Parentoni

Lady Gaga

Isabella Tavianni

Céu

Fernanda Torres

Billie Holiday

Christiane Torloni

XUXA

Débora Falabella

Cléo Pires

Pina Bausch

Patrícia Soares Pacheco

Leticia Sabatella

Flávia Alessandra

Maurren Maggi

Ellen DeGeneres

Maria Fernanda Cândido

Dra. Maria Berenice Dias

Ana Paula Pacheco

Tânia Khallil

Camille Claudel

EU SOU A MULHER

Dona Canô

Carmen Miranda

KT Tunstall

Scarlett Johansson

Tina Turner

Fernanda Young

CHER

Vanessa da Mata

Shakira

Maria Rita

Patrícia Pillar

Indira Gandhi

Tarsila do Amaral

Carla Bruni

Brooke Shields

Rosa Parks

Rosa Luxemburgo

Adélia Prado

Agatha Christie

Jodie Foster

Fernanda Montenegro

Sandra Bréa

Lindsay Lohan

Mariluci Falco

Julia Roberts

DERCY GONÇALVES

Frida Kahlo

Ana Paula Arósio

Anne Hathaway

Alanis Morissette

Elza Soares

Joss Stone

Macy Gray

Alinne Moraes

Demi Moore

Maria Betânia

Cat Power

Rita Lee

Sophia Coppola

Fernanda Takai

Hebe Camargo

Madonna

Marisa Monte

Rihanna

Daniela Mercury

Amy Winehouse

Gisele Bündchen

Angelina Jolie