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Sophia Coppola

Sofia Coppola, cineasta americana, nasceu em Nova York no dia 14 de maio de 1971. É filha do também cineasta Francis Ford Coppola e prima do ator Nicolas Cage. Sofia foi revelada em Cannes em 1999, com o filme "As Virgens Suicidas". Entretanto, a diretora só conquistou reconhecimento internacional em 2003, com o aclamado "Encontros e Desencontros". O longa, protagonizado por Scarlett Johansson e Bill Murray, ganhou um Oscar de melhor roteiro original, além de diversos outros prêmios de críticos norte-americanos e europeus.

Carreira

O mundo dá voltas. A primeira experiência de Sofia Coppola aconteceu em 1990, quando ela entra, não pela primeira vez, em um set de filmagens para atuar no lugar de Winona Ryder em ''O Poderoso Chefão III''. Sua ''estréia'', no entanto, ocorreu bem antes, em 1972 (com poucos meses de vida e como um bebê masculino), no primeiro filme da trilogia, dirigido por seu pai, Francis Ford Coppola.

Ryder foi forçada pelas circunstâncias a recusar o papel de Mary Corleone, assumido por Sofia que, por sua vez, recebeu o peso da crítica, tendo sua atuação taxada de amadora e indevidamente cômica.

Bem antes disso, na década de 1980, Sofia ganhou pequenos papéis em filmes como ''Peggy Sue, Seu Passado a Espera'' (1987), mas foi em 89, quando co-roteirizou “Life with Zoe”,um dos episódios de ''Contos de Nova York'', que ela chamou atenção da crítica.

Afastada de Hollywood por alguns anos, Sofia entrou para o Instituto de Artes da Califórnia, demonstrando então seu interesse por fotografia, figurino e curtas em vídeo. Participou de projetos dos irmãos, a maioria videoclipes.

Sofia na direção – “As Virgens Suicidas”

Anos se passaram desde que Sofia atuou em poderoso Chefão 3 e ela conseguiu fôlego para filmar seu primeiro longa-metragem, As Virgens Suicidas (produzido pelo papai Coppola).

O filme é baseado no livro de Jeffrey Eugenides, do qual a cineasta é fã. Virgens Suicidas trata da história de vida das irmãs Lisbon, meninas que chocaram os Estados Unidos na década de 70. Aparentemente Jeffrey fazia parte de um grupo de meninos vizinhos a elas. Este é o ambiente escolhido por Sofia para contar sua história que se passa aos olhos de inocentes garotos, habitantes de uma típica cidade interiorana americana, que se comunicam com as irmãs Lisbon através de músicas tocadas pelo telefone. Até aqui o filme pareceria mais uma história americana clichê, no entanto, logo em uma de suas primeiras cenas, Cecilia (Hanna R. Hall), a irmã Lisbon mais nova, tenta cometer suicídio e, após o fracasso, seus pais, um professor de matemática e sua mulher religiosa fervorosa, tentam integrá-las à comunidade, seguindo sugestões de um psicólogo.

Tempos depois, a mesma Cecília teve êxito em sua tentativa suicida, jogando-se diretamente na grade debaixo da janela de seu quarto, enquanto uma festa acontecia nos porões de sua casa. A família Lisbon é composta dos respectivos pais já citados, Cecília e mais quatro irmãs. Vale salientar que todas são muito belas e apesar de toda a beleza, não são líderes de torcida no colegial e muito menos prostitutas infantis. Todas sofrem com o isolamento e super proteção impostas pela mãe, que lhes proíbe qualquer tipo de contato social com rapazes.

As Virgens Suicidas enfoca muito diretamente em cada personagem, exigindo muito de cada ator. Nesta questão, Kirsten Dunst (Lux Lisbon) consegue se sobressair dos demais, ganhando maior destaque com sua atuação e beleza. Além dela, compunham o elenco nomes de peso como Kathleen Turner, Josh Hartnett e Danny De Vito. Sofia então reaparecia diante da crítica, porém vista com outros olhos. No mesmo ano, Sofia casou-se com o cineasta Spike Jonze.

“Encontros e Desencontros”

Em 2003, a cineasta ressurgiu na direção e no roteiro do excelente ''Encontros e Desencontros'', com Bill Murray e Scarlett Johansson, recebendo indicações ao Globo de Ouro, Bafta e ganhando diversos outros prêmios ao redor do mundo.

Esse segundo filme de Coppola surgiu a partir da vontade dela de fazer um filme em Tóquio. Segundo a própria cineasta, o filme "traz aqueles momentos em que você tem dias especiais com alguém que você não esperaria. Depois você tem que voltar para sua vida real, mas isso deixa uma marca em você".

Com "Encontros e Desencontros" Sofia Coppola provou ser mais que uma diretora iniciante, tendo obtido ótimas críticas e boas bilheterias. Seu filme segue a improvável amizade, cada vez mais íntima, entre dois americanos em Tóquio: Bob (Bill Murray), um astro do cinema a caminho da terceira idade que faz um bom e rápido dinheiro aparecendo em um comercial de whisky, e Charlotte (Scarlett Johansson), recém saída da faculdade, confusa sobre seus planos de vida e ignorada na maior parte do tempo por seu marido fotógrafo (Giovanni Ribisi), que está na cidade a trabalho. Sofrendo de jetlag, confusos e solitários, Bob e Charlotte encontram-se no bar do hotel onde estão hospedados, o luxuoso Hyatt de Tóquio. Logo eles vão enfrentar juntos as diferenças culturais, fugir de bares de karaokê e se sentir atraídos um pelo outro.

Embora o relacionamento deles possa definitivamente ser descrito como "íntimo", não há nenhum sexo envolvido. Além de ser um romance atípico e uma rápida visão de Tóquio, "Encontros e Desencontros" é também uma comédia saborosa, graças ao desempenho impecável de Bill Murray. O filme é obviamente pessoal para Sofia, que passou um tempo em Tóquio há alguns anos, trabalhando com fotografia e moda.

“Maria Antonieta” – 3 vezes Sofia

Terceiro longa-metragem de Sofia Coppola, Maria Antonieta era uma das fitas mais esperadas do Festival de Cannes de 2006, porém, ao final da primeira projeção para a imprensa, o longa-metragem recebeu poucos aplausos, que foram rapidamente superados por assobios e vaias. A decepção com o filme foi tão grande quanto as expectativas que o mesmo havia provocado.

Em sua defesa, Sofia alegou que filmes históricos são aborrecidos e distantes, ao passo que o seu seria uma interpretação pessoal da trajetória de uma menina obrigada a sobreviver sozinha no ambiente hostil e sufocante da corte francesa. Famosamente, Maria Antonieta (no filme, Kirsten Dunst) encontrou um expediente para facilitar sua vida: seu dom para inventar e ditar moda. Calcula-se que ela gastava, por ano, o equivalente a 7 milhões de dólares em seus vestidos impossíveis. Era o dobro do que o orçamento do estado alocava para esse fim, e muito menos do que ela desperdiçava ainda em diamantes, jantares, penteados pouf e na manutenção de seu retiro pessoal, o Petit Trianon.

O filme faz jus à obsessão da rainha, nos figurinos de Milena Canonero e nos sapatos encomendados a Manolo Blahnik. E, apesar da crítica francesa não apoiar o longa, Maria Antonieta é sim um filme "histórico". Não apenas pela fidelidade com que adere à biografia da rainha que lhe serve de base, lançada em 2001 pela inglesa Antonia Fraser (e disponível no Brasil pela Record), como no jeito com que evoca o culto obstinado ao ócio e à artificialidade de um estado que se havia divorciado escandalosamente das pessoas às quais deveria servir. Maria Antonieta é, de certa forma, a biografia de uma vida inútil que passeia entre o kitsch e o rock.

Para filmar algumas cenas do filme, a filha de Francis Ford Coppola teve acesso à Ópera Garnier de Paris, aos castelos de Vaux-le-Vicomte e Cheverny e, dentro de Versalhes, a lugares geralmente fechados ao público, como o pequeno teatro ou os apartamentos particulares da rainha. A produtora Columbia-Sony Pictures pagou US$ 385 mil para alugar os espaços em Versalhes.

Futuro

Sabemos que Sofia teve diversas facilidades por ser filha de ninguém menos que Francis Ford Coppola, desde um contato com os sets de filmagens, quando bem nova, até a possibilidade de um atalho para conseguir o financiamento de um primeiro projeto. Mas por outro lado, Sofia enfrentou preconceitos e teve que mostrar seu valor para não viver eternamente “à sombra do talento do pai”.

Contudo, mesmo com apenas três filmes no currículo, já é possível afirmar que Sofia Coppola tem sua carreira consolidada e já garantiu seu lugar entre as mais gratas revelações da nova geração de realizadores norte-americanos.

Filmografia

Diretora:
Maria Antonieta (2006)
Encontros e Desencontros (2003)
As Virgens Suicidas (1999)

Ator/Atriz:
The 61st Annual Golden Globe Awards (2004), Sofia Coppola
CQ (2001)
Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma (1999)
Apocalypse Now - O Apocalipse de um Cineasta (1991)
O Poderoso Chefão III (1990), Mary Corleone
Anna (1987)
Peggy Sue, Seu Passado a Espera (1986)
Cotton Club (1984)
Vidas Sem Rumo (1983)
O Selvagem da Motocicleta (1983)
O Poderoso Chefão II (1974)
O Poderoso Chefão (1972)

Produtora:
Maria Antonieta (2006)
Encontros e Desencontros (2003)

Roteirista:
Maria Antonieta (2006)
Encontros e Desencontros (2003)
As Virgens Suicidas (1999)
Contos de Nova York (1989)

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